Poesias são gritos silenciosos
Das indignações uterinas
E das dores do parto
De nascituros mortos e sem esperança...
Através delas as palavras trazem o rebento ao mundo.
A este lhe dão alimento, acalento,
Consolo e abrigo e do inferno o trazem à vida,
Com um cobertor de esperança e fé,
Comida que lhe servirá de solo para o cultivo do amor
vindouro,
Este que só vem na maturidade dos pensamentos,
Na aurora dos bons tempos
Onde já não importam as formas nem a matéria,
Apenas as almas e as mentes,
Cada vez mais abertas e sedentas,
Assim nasce a poesia,
Na madrugada das dores, onde não há mais cores nem amores,
Junto com os poetas... e os loucos.

