O dia em que beijei uma flor



Ontem beijei uma flor.
Uma rosa de cor escarlate,
Vermelha como sangue,
Doce e pura como o mel.
Macia como o veludo,
Suave como uma pétala
Frágil e singela, delicada.
Assim era a flor do jardim,
Sua boca sedosa e branda.
Seus beijos inebriantes
Faziam da noite fria um verão,
Do frio congelante um fogo,
De um momento um vulcão.
Esqueci-me até do tempo,
Adentrei à eternidade fugaz.
De repente o passado se apagou,
Minhas ideias desapareceram.
Encontrei minha casa,
Descobri meu lar...

Destinos


Não acredito em destino
Porém, os dez tinos que você tem
Me fazem acreditar em destinos
E assim me destino a você
Numa viagem sem volta
Só que agora ao teu lado

Destino-me agora ao amor
Não como destino ou desatino
Apenas o tino, o brio e o fogo
Se a mil destinos fosse
E em escrutínios me perdesse
Em algum momento a vida

Entre chegadas e partidas
Seguiria bela e intrínseca
Intacta apesar das mudanças
E destinos trocados
Na próxima cidade chegaria
Com novidade no ar

Porém no jogo de dados
O acaso intervém aleatoriamente
Criando novos destinos
Uns sem sentido algum
Outros sem futuro ou fim
E assim o amor se estilhaça em partes

Pedaços e instantes ao léu
Fragmentos perdidos no céu
Parcas tecem teias Intrincadas
Fiadas com o ouro do Tempo
Que ora dão vida e ora a tragam
Alegrias, desilusões e sonhos cruzados

Nesta imensa roda da vida
Gigante em sensações e dúvidas
No sobe e desce constante
Na hora certa nossos destinos
Encontrar-se-ão novamente
E nosso tempo enfim chegará