Pobres mendigos, almas nuas,
Andarilhos errantes nas ruas.
Abandonados à própria sorte,
À espreita da iminente morte.
Utopia desejada só aumenta,
A cada passo uma tormenta.
Vivem sem casa e sem teto,
Dormem ao relento abjeto.
Esperam ávidos o momento
Quando não haverá mais tempo,
Ao deixarem este corpo vil,
Esta casca putrefada e frá-gil
Unir-se-ão aos anjos nos céus
E ajudá-los-ão a cuidar dos seus.
Pessoas decaídas e esquecidas
Que o mundo não deu guaridas.
Seguem a passos cegos e lentos
Até virarem poeira aos ventos...
Mendigos
Assinar:
Postagens (Atom)