Vendem-se sonhos!
A banquinha está aberta,
Na feira, ali perto do Poeta
Os escritos pendurados em cordel
Feitos de papel jornal reciclado
Todos produzidos à mão, à noite
Enquanto todos dormem, os sonhos acontecem
Uns são apenas fumaça, vapor
Outros irão virar realidade, labor
Vendem-se sonhos diz o cartaz,
Qualquer um que chega é capaz
De comprar e se aventurar
Não custa muito, apenas alguns vinténs
Se fizer cara feia e desdéns
O bonde da história passa
E a vida leva junto toda graça
Sem sonhar o ser humano esmorece
E de tristeza e enfado apodrece
Sua vida e história desaparece
Por isso venham logo e saciem-se
O tempo voa por isso apressem-se
Há Esperança!
Presente!
Lindo embrulho, envolvendo joia rara,
Com um laço meticulosamente atado,
Vermelho com detalhes em prata,
Pequeno e delicado,
Contendo um vislumbre do futuro,
Um selo eterno, cuidadosamente protegido,
Envolto em uma singela almofada,
Com um significado profundo e emocionante.
Oferecido em hora oportuna,
Numa atmosfera de suspense e apreensão.
Envolto em uma singela almofada,
Com um significado profundo e emocionante.
Oferecido em hora oportuna,
Numa atmosfera de suspense e apreensão.
Mãos suadas, nervosismo...
Um simples envólucro contendo um símbolo
De um dos sentimentos mais nobres do universo,
Sinal de entrega e renúncia, o Amor
Que acalenta almas e une-as em aliança.
[...]
[...]
A Floresta da Vida
Por enquanto...
serão apenas migalhas de pão
largadas pelo caminho nesta floresta
densa e emaranhada
que se chama vida,
na qual nos encontramos e nos perdemos
pelos vários labirintos a nós apresentados.
[...]
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