Há Esperança!

Vendem-se sonhos!
A banquinha está aberta,
Na feira, ali perto do Poeta
Os escritos pendurados em cordel
Feitos de papel jornal reciclado
Todos produzidos à mão, à noite
Enquanto todos dormem, os sonhos acontecem
Uns são apenas fumaça, vapor
Outros irão virar realidade, labor
Vendem-se sonhos diz o cartaz,
Qualquer um que chega é capaz
De comprar e se aventurar
Não custa muito, apenas alguns vinténs
Se fizer cara feia e desdéns
O bonde da história passa
E a vida leva junto toda graça
Sem sonhar o ser humano esmorece
E de tristeza e enfado apodrece
Sua vida e história desaparece
Por isso venham logo e saciem-se
O tempo voa por isso apressem-se

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