Um homem em constantes mudanças,
Se reinventando a cada dia, aprendendo.
Cores, pasteis, pinturas e pinceis.
Pessoas e amores, dilemas e vitórias,
Melhorar, mudar, misturar, movimentar.
A obra ainda inacabada, com defeitos,
Falta muito para ser completada.
Assim é um retrato pífio da realidade,
Fria e crua, descarada e nua.
Apresentada em partes, pequenas para uns,
Partes generosas para outros.
Um dia será perfeita, finalizada,
Até lá, muita tinta vai borrar,
Muita água vai rolar, até acabar.
Vida anda, vida corre, um dia a gente morre.
E quando for a minha vez, quero um paletó xadrez...
Que o meu retrato seja apenas um borrão,
Na memória dos que foram e virão.

Um comentário:
Quando a morte te alcançar pela primeira vez, me avisa que eu quero estar presente para desafia-la a vir muitas e muitas vezes mais, até nos cansarmos de suas investidas.
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